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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Dinheiro a mais ou obsessão

Sinceramente não sei o que passa pela cabeça de uma pessoa para fazer uma coisa destas ao rosto. Já disse várias vezes que não sou contra a tratamentos estéticos e plásticas e afins, cada um sabe de si. Acredito mesmo que a auto estima é a base de tudo. Se não nos sentirmos bem connosco, nada dará certo à volta. 
Confesso que gosto de ver o programa Botched pois uma grande parte das pessoas na busca da perfeição (ou lá o que chamam...) põem em risco a sua saúde. E isto de facto assusta-me e questiono como é possivel simplesmente porem a vida em risco, sem muitas vezes medirem as consequências.
Mais ou menos como esta senhora que nitidamente foi um processo que correu muito mal... e para ter gasto 4 milhões de dólares nisto, de facto algo não correu bem... 
O dinheiro não compra tudo...

"Em busca de parar no tempo, a socialite suíça Jocelyn Wildenstein não poupa com cirurgias plásticas. Estima-se que, ao todo, a mulher de hoje aos 75 anos tenha gastado cerca de US$ 4 milhões com os procedimentos." 
"In Msn"








sexta-feira, 13 de junho de 2014

Já joguei por hoje

 
 
Eu faço parte daquele número de pessoas que acredita que um dia vai-lhe sair um EuroMilhões ou um prémio assim para lá de milionário.
Já sei que sou crente, que ainda acredito no Pai Natal e na Paz no Mundo mas não consigo deixar de acreditar que um dia posso eu...
 
Perguntam-me o que faria com tanto dinheiro, que de certeza que me iria chatear em pouco tempo, que a felicidade não seria a mesma que tenho agora e um sem fim de suposições.
Claro que a vida não seria mesma mas estava disposta a experimentar o outro lado da vida. A verdade é que também me chateio muitas vezes por não poder comprar tudo o que quero, ajudar quem gosto e de fazer parte do proletariado (mesmo gostando do que faço...) e ainda assim aprendi a viver.
 
Eu poderia sempre fazer o pacto de mudança de vida, 36 anos a lutar, a subir com o meu esforço e a saber que só se dá valor às coisas quando lutamos por elas. Sei que tive a sorte de cá chegar com o meu esforço mas agora poderíamos ir pelo "easy way". Que tal agora 36 anos de total "faire niente"?
Que tal outros 36 anos a percorrer o que me falta do mundo? Esse que me grita aos ouvidos "Estou à tua espera!!" Se vivesse outros 36 anos nestas condições, o negócio ficaria fechado.
 
Ah e tal, sua fútil, querias o dinheiro para torrar mas não para ajudares quem precisa... a isto respondo: Quando se quer ajudar não se apregoa, ajuda-se e ponto final. Sem "shoutouts".
Digamos que isto não é nenhuma novidade para ninguém e por isso, fiel às minhas convicções, joguei no EuroMilhões numa Sexta feira 13.
Amanhã continuarei a mesma SAV de sempre mas garantidamente mais feliz pois estarei de férias (com ou sem Euro€) e a mim nada me faz mais feliz que férias.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Vou falar de uma realidade que não conheço

Curiosamente ontem, enquanto fazia as minhas compras no supermercado, surgiu-me este tema para desenvolver convosco.
Enquanto me passeava pelos corredores ouvi uma "esposa" a pedir ao marido para comprar uma revista, o qual disse algo parecido como: "estás maluca? Queres comprar isso que só contam mentiras? Deixa-te disso!" Ela olhou para ele e seguiu-o...

Confesso que a minha mente naquele bocadinho parou e pensei: ela estava a pedir-lhe para comprar uma revista... pedir...
Nunca estive desempregada (graças ao senhor) e nunca soube o que era depender financeiramente de alguém (que não fossem os meus pais em tenra idade pois comecei "cedo" na labuta) e daí para mim isto me soar a surreal. Sempre decidi o que comprar, e mesmo depois de casada e apesar de passarmos a gerir uma contabilidade diferente, a realidade não se alterou.
Não falo de grandes compras, que essas (Claro!) são sempre decididas a dois mas falo de comprar algo inofensivo como uma revista ou "mariqueira" qualquer...
Não digo que seja uma escolha daquela mulher ter de pedir ao marido a autorização mas digo que é uma realidade que para mim é mesmo muito distante. Nunca tinha pensado nisto nestes moldes. Claro que esta situação também depende do tipo de cônjuge mas deve ser muito complexo viver sem poder de decisão.
Isto de depender financeiramente de alguém desta maneira não deve ser mesmo nada fácil...

A autonomia financeira deveria ser um direito de todos com a devida consciência de gestão.
Dito isto, hoje vou ser ainda melhor do que sou a fazer o que eu faço :) pois sou feliz e tenho de agradecer todos os dias.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Eu juro-vos

De vez em quando (muitas vezes, vá) eu entro em completo delírio e ponho-me a sonhar de olhos abertos, a fazer listas e promessas  para a eventualidade de me sair o Euromilhões.

E dado que só jogo quando existem "jackpots", se um dia ganhar será em grande. 
Dentro das 785 parvoíces que me passaram pela cabeça para aplicar aquele dinheirão (que infelizmente a minha mente não consegue ter a noção de quanto é na realidade), dei por mim a pensar em distribuir por algumas pessoas por essa blogosfera fora. 
Eh pá, há pessoal que eu gosto mesmo. Não interessa se concordam comigo ou discordam, consigo ver que são pessoas que se saltassem do ecran para a minha vida real, eu iria gostar de os ter como amigos. Mas é sério que distribuía uma parte por essas pessoas. 
Se me sair e não o fizer podem utilizar este texto contra mim, fica registado.

Digamos que existe mais probabilidade de um hipopótamo virar girafa que eu virar euromilionária mas eu gosto de "viajar na maionese".

terça-feira, 17 de abril de 2012

Eu e o dinheiro

A relação que cada um tem com o dinheiro é em muito comparável com as relações amorosas, cada um tem uma com características que só a eles dizem respeito.
Claro que como na vida amorosa, estas relações podem ser bastante complexas. 
Existem aqueles que não podem viver sem dinheiro, ok! todos nós não podemos viver sem ele, mas existem umas relações mais complexas que outras. 
O tipo de pessoa que faz tudo, e no tudo incluo TUDO, que vive em exclusivo para ter dinheiro e todas as relações que cultivam é em torno deste objectivo. E depois temos aquelas que dizem aos sete ventos que não dão valor nenhum ao dinheiro mas são os primeiros a gladiar-se por ele.

Sempre disse que não posso viver sem dinheiro e trabalho para conseguir fazer aquilo que mais gosto.  O meu, o nosso bem estar! 
Não tenho nenhum tabu no que se refere a dinheiro, a ele dou-lhe o valor que ele tem, é dinheiro, só isso! Gosto de comprar, gosto de satisfazer os meus/nossos desejos e de forma alguma tenho algum sentimento de culpa quando o gasto. 
Claro que, até mesmo eu tenho os meus limites e tenho a plena consciência que o dinheiro que tenho não me permite comprar à velocidade da luz ou satisfazer os meus gostos mais caros. Digamos que tenho uma consciência monetária. Existem coisas que sinceramente acho parvo custarem certos preços mas como em tudo na vida, se todos pensássemos o mesmo que seria feito do clã Carreira!?

Não gosto, nem faço dividas! Não é meu, não gosto, não gasto! 
Pensar no futuro? Claro que penso! No futuro da minha filha? Claro que sim! Mas eu também nunca tive nenhuma herança e não foi por isso que não me tornei uma Mulher e consegui tudo aquilo que tenho hoje em dia. Talvez porque ao longo da minha existência sempre ter lutado pelo que quero e nada me ter sido oferecido, seja por isso que ponho o dinheiro no lugar dele.

Há tempos, a falar com uma senhora ela dizia-me que os acontecimentos mais marcantes na vida dela foram respectivamente a Meningite do filho e a morte sem aviso do irmão mais novo. Este que sempre trabalhou para guardar dinheiro para um casamento que não existiu para um futuro que não teve lugar... não viveu o que poderia quando teve tempo para isso. Dizia-me que desde aí sempre deu o devido valor ao dinheiro. Esse pelo qual muitos matam e morrem. 
Não poderia concordar mais. 
Estou viva hoje e vivo hoje, amanhã? Não sei! Nem quero saber! Quero ser feliz hoje, o amanhã serei feliz se cá estiver...
Para o outro lado levo aquilo que vivi, os sorrisos e gargalhadas que dei, as viagens que fiz e a felicidade que me foi proporcionada por esse dinheiro que gastei e que cá fica depois de eu partir. 

Afinal, dinheiro é mesmo isto, só dinheiro!!!