Errar é Humano, sempre ouvi isto! E só não erra quem não trabalha.
De total acordo. Agora, assumir que erramos, são outros 550. A quantidade de pessoas que não têm a humildade de assumir que erraram, "são mais que as mães"...
E quando estamos a formar pessoas, a ser professores dos adultos do futuro, não ter a humildade de reconhecer que se enganou a corrigir um exercício, acho de uma completamente falta de seriedade e compromisso com a profissão que escolheram para a vida. O sentimento de injustiça que provoca no aluno, que tenta explicar o seu ponto de vista e simplesmente ouve um, é assim porque eu o digo… de pedagógico não tem nada.
Exatamente porque errar é humano, o que define um bom professor não é nunca falhar, mas a forma como lida com a falha. Quando um professor diz “tens razão, enganei-me, vou corrigir”, está a dar uma lição muito mais valiosa do que qualquer exercício: está a mostrar que reconhecer um erro não diminui ninguém, antes pelo contrário, que a autoridade verdadeira nasce da honestidade e não da infalibilidade.
Já o “é assim porque eu digo” ensina o oposto: que ter razão depende de quem manda e não dos argumentos, que vale mais calar do que questionar, e que o esforço de explicar o próprio raciocínio é inútil. Para um aluno que se dedicou a justificar o seu ponto de vista, isso não é só injusto, é desmotivante. E o mais grave é que o aluno percebe, muitas vezes, que o professor sabe que errou, e que a teimosia é só orgulho.
Quem forma pessoas não pode esquecer que ensina sobretudo pelo exemplo. Se queremos adultos capazes de pedir desculpa, de rever posições e de aceitar a crítica, tem de ser nas salas de aula que veem isso acontecer. Um professor que admite o erro não perde respeito: ganha-o, e ainda ensina aos alunos que se pode errar sem se ser menos por isso.
Porque errar é humano, sim, mas persistir no erro por vaidade é uma escolha.








