quarta-feira, 25 de março de 2026

Sobrevivi a mais um ano (e a 48 anos de puro caos!)

 


Na passada segunda-feira, completei mais uma volta ao sol.

Diz a lenda que quem nasceu no final dos anos 70 não é apenas uma pessoa, é um experimento social de resistência. Se eu ainda não bati com a cabeça na parede depois de tudo o que vi desde que saí do berço, a explicação é científica: é a fibra da década de 70, meus amigos! A gente bebia água da mangueira, andava no banco de trás do carro sem cinto (no meio do fumo do tabaco dos pais) e usava o dicionário de papel. Isso cria casca!

Vejam só o currículo de eventos que o meu cérebro teve de processar nestes anos:

🎢 A Montanha-Russa Histórica (1978 - 2026)

Infância Analógica: Vi o Muro de Berlim cair (em direto, enquanto tentava sintonizar a TV porque na minha eram só "fantasmas"). Sobrevivi ao susto de Chernobyl e àqueles penteados com laca dos anos 80 que eram, por si só, uma arma de destruição maciça.

Juventude Rebelde: Vi a internet nascer. Sim, eu lembro-me do som do modem a gritar para eu poder entrar num chat que demorava 10 minutos a carregar uma foto. Vi o Kurt Cobain partir, o Euro chegar e o Bug do Milénio que prometia explodir o mundo e só nos deu uma ressaca em 2000.

Adultez Caótica: Vi as Torres Gémeas caírem, assisti à invenção do iPhone (que nos roubou a alma apesar de não apreciar a marca) e sobrevivi à crise de 2008 a contar cêntimos (acho que vamos a caminho de outra...)

A "Loucura" Recente: Atravessei uma pandemia mundial fechada em casa a fazer pão e a lavar compras com álcool gel. E agora? Agora estou aqui, em 2026, a tentar perceber o que aconteceu com este mundo que parece estar de cabeça para o ar. Onde mentir é normalizado e ser racista, xenófobo e afins, é a nova é a nova 'opinião' de quem confunde liberdade de expressão com falta de educação (e de noção). Infelizmente, parece que em 2026 o filtro da decência anda um bocado entupido, não é?

Chegar a 2026 com este histórico é para profissionais. Parabéns a mim, que sigo firme, forte e com a paciência de quem já teve de rebobinar fitas com uma caneta BIC.

Mas não posso deixar de notar o contraste: enquanto a fibra de 78 nos deu valores e resistência, o mundo digital moderno parece ter dado palco a tudo o que devia ter ficado no século passado. Vivemos num tempo estranho, onde mentir é normalizado e ser racista, xenófobo e afins é a nova "moeda de troca do populismo" (ou a nova desculpa para quem confunde liberdade com falta de noção).

Parabéns a mim! A fibra de 70 não quebra, só se torna mais valiosa.

Que venham os próximos desafios, porque a fibra de 78 não quebra, só ganha mais "pátina"!



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