Na
passada segunda-feira, completei mais uma volta ao sol.
Diz
a lenda que quem nasceu no final dos anos 70 não é apenas uma pessoa, é um
experimento social de resistência. Se eu ainda não bati com a cabeça na parede
depois de tudo o que vi desde que saí do berço, a explicação é científica: é a
fibra da década de 70, meus amigos! A gente bebia água da mangueira, andava no
banco de trás do carro sem cinto (no meio do fumo do tabaco dos pais) e usava o
dicionário de papel. Isso cria casca!
Vejam
só o currículo de eventos que o meu cérebro teve de processar nestes anos:
🎢 A Montanha-Russa Histórica (1978 - 2026)
Infância
Analógica: Vi o Muro de Berlim cair (em direto, enquanto tentava sintonizar a
TV porque na minha eram só "fantasmas"). Sobrevivi ao susto de
Chernobyl e àqueles penteados com laca dos anos 80 que eram, por si só, uma
arma de destruição maciça.
Juventude
Rebelde: Vi a internet nascer. Sim, eu lembro-me do som do modem a gritar para
eu poder entrar num chat que demorava 10 minutos a carregar uma foto. Vi o Kurt
Cobain partir, o Euro chegar e o Bug do Milénio que prometia explodir o mundo e
só nos deu uma ressaca em 2000.
Adultez
Caótica: Vi as Torres Gémeas caírem, assisti à invenção do iPhone (que nos
roubou a alma apesar de não apreciar a marca) e sobrevivi à crise de 2008 a
contar cêntimos (acho que vamos a caminho de outra...)
A
"Loucura" Recente: Atravessei uma pandemia mundial fechada em casa a
fazer pão e a lavar compras com álcool gel. E agora? Agora estou aqui, em 2026,
a tentar perceber o que aconteceu com este mundo que parece estar de cabeça
para o ar. Onde mentir é normalizado e ser racista, xenófobo e afins, é a nova
é a nova 'opinião' de quem confunde liberdade de expressão com falta de
educação (e de noção). Infelizmente, parece que em 2026 o filtro da decência
anda um bocado entupido, não é?
Chegar
a 2026 com este histórico é para profissionais. Parabéns a mim, que sigo firme,
forte e com a paciência de quem já teve de rebobinar fitas com uma caneta BIC.
Mas
não posso deixar de notar o contraste: enquanto a fibra de 78 nos deu valores e
resistência, o mundo digital moderno parece ter dado palco a tudo o que devia
ter ficado no século passado. Vivemos num tempo estranho, onde mentir é
normalizado e ser racista, xenófobo e afins é a nova "moeda de troca do
populismo" (ou a nova desculpa para quem confunde liberdade com falta de
noção).
Parabéns
a mim! A fibra de 70 não quebra, só se torna mais valiosa.
Que venham os próximos desafios, porque a fibra de 78 não quebra, só ganha mais "pátina"!



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