terça-feira, 7 de abril de 2026

Curtas Sav

 


Vamos lá ver se nos entendemos, porque eu acho que as instrutoras de Pilates acham que eu sou um polvo com um processador de última geração incorporado.

Eu até gosto de Pilates, juro que gosto. A ideia de ficar elegante, com a postura de uma garça e a flexibilidade de uma adolescente seduz-me. Mas, na prática? Na prática, o meu cérebro entra em curto-circuito logo aos cinco minutos de aula.

O cenário é sempre o mesmo: "Mete o abdominal para dentro!" (Certo, estou a tentar encontrar onde ele se escondeu). "Inspira e expira!" (Ok, ritmo básico de sobrevivência, eu consigo). "Agora levanta a mão para o ar, o pé para trás, o joelho flectido e... não esqueça a bacia neutra!"

Parem tudo! TUDO AO MESMO TEMPO?

Meus amores, eu sou uma pessoa idosa (ou, como gosto de dizer, uma jovem com muita quilometragem). Eu já me perdi no "inspira, expira". Quando chega a parte de coordenar o braço esquerdo com o pé direito enquanto tento não deixar o umbigo fugir para as costas, a minha coordenação motora faz as malas e pede a reforma antecipada.

Eu percebo a importância do movimento, mas será que podíamos fazer isto em slow motion? Um comando de cada vez, por favor. Primeiro o pé, depois o braço, e se sobrar fôlego, a gente tenta respirar com elegância.

O Pilates é fantástico, mas para mim, o verdadeiro exercício é tentar não cair da passadeira enquanto tento processar tanta informação. Menos pressa, mais paciência e, de preferência, um comando de cada vez. Afinal, a elegância não se constrói num segundo, e os meus joelhos têm o seu próprio fuso horário!

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