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segunda-feira, 6 de abril de 2026

Segunda-feira. Páscoa. Sobrevivência.

 



Não sei como é que isto acontece todos os anos.

Sabe-se perfeitamente que o fim de semana da Páscoa é longo. Sabe-se que há família, há mesa posta, há folar, há chocolate — muito chocolate. Sabe-se que segunda-feira vem a seguir. É inevitável, está no calendário, não é novidade para ninguém.

E mesmo assim, aqui estou eu.

Com os olhos a meio pau, a tentar convencer o meu corpo de que sim, é preciso funcionar, e não, ficar na cama não é opção (já verifiquei). A semana começou e não perguntou se eu estava pronta.

Os dias santos foram passados entre conversas que se prolongaram mais do que devia, sobremesas que apareceram quando já se pensava que não havia mais espaço — e havia sempre — e aquela sensação boa de estar em modo completamente desligado. Sem horários, sem urgências, sem segunda-feira à vista.

Pois bem. A vista chegou.

Tenho a teoria de que o açúcar da Páscoa é traiçoeiro. Não é como o açúcar normal que dá energia e passa. Este é específico — entra pela Sexta-feira Santa, instala-se, faz-te sentir ótima durante o fim de semana todo e depois, segunda de manhã, apresenta a conta. Com juros.

A conta hoje é esta: corpo pesado, cabeça lenta, e uma vontade genuína de que alguém inventasse uma segunda-feira com modo de arranque gradual. Tipo, até ao meio-dia conta como aquecimento. Só a partir daí é que começa a valer a sério.

Ainda não inventaram. Continuo à espera.

Entretanto, cá vou eu — café na mão, sorriso de circunstância, e a certeza de que a Páscoa valeu cada segundo. Mesmo esta segunda-feira a fazer parte do pacote. 🐣

E vocês? Também estão em modo de sobrevivência, ou sou só eu? 😂